sábado, 29 de novembro de 2008

A queda do Muro de Berlim


No dia 9 de novembro de 1989, um mal-entendido em relação a um comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental provocou a queda do Muro de Berlim. Menos de um ano depois, no dia 3 de outubro de 1990, a Alemanha foi reunificada após 41 anos de divisão. Com o fim da República Democrática Alemã, também desapareceu do mapa, passo a passo, todo o bloco socialista europeu. Era o fim da Guerra Fria.
"Que loucura!": era esta a frase mais ouvida na noite em que a RDA abriu suas fronteiras. Os protestos populares contra o Governo de Berlim Oriental haviam se acirrado nos meses anteriores. Milhares de pessoas já tinham escapado pela Hungria e pelas embaixadas alemãs nos países do Leste europeu. A cada dia crescia a pressão para o governo socialista facilitar o direito de viagem dos alemães orientais.
Mas com isso ninguém contava tão cedo. Após o histórico anúncio de que a permissão de saída do país entraria em vigor imediatamente, ninguém mais conseguiu segurar a situação. Milhares de pessoas se aglomeravam nos postos de fronteira da Berlim dividida. O primeiro buraco feito no Muro de Berlim fez desabar o sistema socialista europeu por completo. Após essa noite, não houve possibilidade de retorno.
Em 19 de janeiro de 1989, o então chefe de partido e de governo da Alemanha Oriental, Erich Honecker, ainda afirmava que o Muro de Berlim permaneceria em pé por mais 50 ou 100 anos. Em 9 de novembro, o Muro deixava de dividir a cidade, a Alemanha e historicamente, foi o dia da "queda". De fato, ele começou a ser demolido em 13 de junho de 1990 e, no fim de 1991, já não havia mais quase sinal da obra que Honecker declarara eterna. Nesse momento não se estava apenas a por abaixo uma parede: a queda do muro de Berlim significava a queda dos regimes comunistas, o fim da Guerra Fria e de toda a tensão mundial e a abertura ao mundo.
O governo comunista ainda tentou tirar proveito comercial do Muro. Em dezembro de 1989, a empresa exportadora da Alemanha Oriental Limex passou a negociar partes do colosso de concreto. Pelos trechos mais cobiçados, chegou a faturar 50 mil marcos. Os pedaços espalharam-se pelo planeta, vendidos ou dados como suvenir a estrangeiros por políticos e empresas alemãs, institutos culturais e pessoas comuns. O Parlamento alemão e a Prefeitura de Berlim chegaram a presentear três partes do Muro às Nações Unidas, para exposição em frente da sede da ONU, em Nova Iorque. Pedaços do Muro de Berlim, grafitados, vendidos como suvenir nos anos após a queda (imagem acima).

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